Alguns apontamentos sobre a memória e a história em Macunaíma, de Mário de Andrade
Palabras clave:
Literatura Brasileira, Memória, História, MacunaímaResumen
A “Descoberta do Brasil” em 1500 e a “Independência do Brasil” em 1822 instituíram na literatura, sobretudo no
romantismo, uma ideologia política denominada de nacionalismo. Com o intuito de romper com essas estruturas do
passado, Mario de Andrade escreve Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. O escritor paulistano nos apresenta uma
nação suscetível ao erro, ao fracasso, às perdas e repleta de conflitos, tanto sociais, políticos e econômicos, quanto
existenciais. O personagem principal do romance é um indivíduo ambivalente e de difícil descrição, já que é, ao mesmo
tempo, preguiçoso para o trabalho e esperto para envolver-se com mulheres. No entanto, mesmo que o autor modernista
tentasse pensar o nacionalismo de forma crítica, denunciando a realidade brasileira e mostrando um indígena que ele
acreditava ser “genuinamente” brasileiro, ainda assim, não fugiu dos modelos europeus. Desse modo, este trabalho visa a
refletir sobre como se dão a memória e a história na obra Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Para tanto, esta
pesquisa ampara-se nos estudos de Halbwachs (1990), Ricoeur (2007) e Le goff (2003).
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