Direitos Humanos, Democracia e Globalização
Perspectivas na Educação
DOI:
https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i9.1270Palavras-chave:
Direitos Humanos, Democracia, Globalização, Cidadania, Educação.Resumo
O presente artigo Direitos Humanos, Democracia e Globalização: Perspectivas na educação, entrelaça os conceitos amparados por autores clássicos e legislações como a DUDH na perspectiva de compreender como os Direitos Humanos se estruturam frente ao contemporâneo e as novas lutas para alcançar a cidadania e a dignidade. A pesquisa aborda a inter-relação entre direitos humanos, democracia e globalização, com foco nas implicações educacionais. Os direitos humanos são apresentados como universais e fundamentais para a dignidade e cidadania, destacando a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) como marco essencial. A pesquisa se desenvolveu a partir da metodologia de revisão teórica, e o texto dialoga com autores como Bobbio, Gramsci, Milton Santos e Dallari, fundamentando a educação emancipatória e a formação de intelectuais orgânicos. Bobbio é evidenciado ao afirmar que o desafio contemporâneo é proteger os direitos humanos. Evidencia que a democracia é vista como o regime mais compatível com a promoção dos direitos humanos, indo além do sistema eleitoral e incorporando demandas de grupos marginalizados. A globalização é criticada por aprofundar desigualdades, especialmente na educação, transformando-a em mercadoria. Inspirado em Milton Santos, o texto apresenta três tipos de globalização: fábula, perversidade e esperança. A educação é central na luta por uma nova globalização e na construção de uma cidadania ativa. A crítica à mercantilização da educação é exemplificada por políticas como o FIES e pela precarização da autoria docente. A proposta é uma educação emancipatória, crítica, inclusiva e comprometida com a transformação social. Exemplos de práticas transformadoras incluem o Instituto Música e Arte (IMA), que promove acesso à cultura musical para populações marginalizadas, e a Editora Escolha Certa, que rompe com a lógica editorial neoliberal. Concluímos a necessidade de práticas educativas contra hegemônicas para promover uma sociedade justa, humanista e democrática, reconhecendo o ser humano em sua integralidade e historicidade.