Re-pensar a Educação Física: A urgência de uma perspectiva decolonial na América Latina
DOI:
https://doi.org/10.70678/oxe.v1i1.1272Palavras-chave:
Educação Física, Perspectivas decoloniais, Interseccionalidade, Currículo crítico, Saberes ancestraisResumo
Este artigo apresenta uma análise crítica sobre a necessidade imperativa de descolonizar a Educação Física na América Latina. Examina-se como as epistemologias hegemônicas de origem europeia têm invisibilizado e relegado as práticas corporais e saberes próprios de nossos povos (Quijano, 2005). Aprofunda-se na construção de uma identidade disciplinar enraizada na região, na relevância de um currículo situado e na inclusão de grupos historicamente marginalizados (como as pessoas com deficiência). Da mesma forma, aborda-se a interseccionalidade de gênero e etnia/raça nas práticas pedagógicas (Crenshaw, 1989; Viveros Vigoya, 2018) e o papel da Educação Física como ferramenta de justiça social. Por fim, propõem-se cinco princípios fundamentais para uma Educação Física descolonizada, focados na revalorização de saberes autóctones, na interseccionalidade da educação, no currículo crítico, na práxis libertadora (Freire, 1987) e na construção coletiva.
Palavras-chave: Educação Física. Perspectivas Decoloniais. Interseccionalidade. Inclusão. Saberes Ancestrais.
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