“Enterneceu-se: você é um bicho” ou a sofisticada máquina de produção em massa de existências definhadas na obra Vidas Secas
uma leitura a partir do cronotopo bakhtiniano e das linguagens históricas viquianas
Palabras clave:
Cronotopo, Linguagens Históricas, Vidas Secas, Máquinas de exploraçãoResumen
Sob o horizonte teórico da noção de cronotopo artístico proposto por Bakhtin (1987, 2014), em paralelo com as ideias de Vico (1984) sobre as linguagens históricas, este artigo tem como objetivo analisar o romance Vidas Secas (2007), de Graciliano Ramos. Observaremos como a conjunção tempo e espaço nos permitem ver a construção discursiva das personagens da obra por meio de uma máquina de exploração sofisticada estruturada pelo esvaziamento de potências humanizadoras que singularizam determinados grupos sociais, como sua linguagem e suas práticas históricas.
Citas
BAKHTIN, Mikhail. Questões de Literatura e Estética: A teoria do romance. Equipe de tradução de Aurora Fornoni Bernardini, José Pereira Júnior, Augusto Góes Júnior, Helena Spryndis Nazário, Homero Freitas de Andrade. 7 ed São Paulo, Hucitec, 2014.
BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Tradução de Yara Frateschi Vieira. 7 ed. São Paulo: Hucitec; Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1987.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro, Record, 2007.
VICO, Giambattista. Princípios de (uma) ciência nova: acerca da natureza comum das nações. vol. Seleção, tradução e notas do Prof Doutor Antônio Lázaro de Almeida Prado. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1984. Coleção Os pensadores.
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