A ascensão dos direitos das mulheres e a representação social delas na revista Cláudia
um recorte cronológico
DOI:
https://doi.org/10.71098/revfor.upe.e001Palavras-chave:
análise crítica do discurso, imagem feminina, revistasResumo
Este artigo objetiva averiguar e compreender como os discursos representavam as mulheres na revista feminina Cláudia a partir de um estudo cronológico. Para tanto, mais especificamente, analisaremos como ocorre a representatividade feminina na Revista Cláudia nos anos de 1961, 1962, 2010, 2020 e o prefácio da edição de 1961, que constituem o corpus de análise. Do ponto de vista teórico, a investigação apoia-se sob a perspectiva da Análise Crítica do Discurso-ACD (Fairclough, 2001; Gregolin, 1995); Van Dijk, 2008) dentre outros. A metodologia se constitui por ser uma pesquisa bibliográfica. As análises mostram que os discursos presentes no gênero capa de revista e prefácio representam não significativamente a imagem real da mulher. Evidenciamos que a imagem da mulher se apresenta sob o estereótipo construído socialmente nos discursos vinculados ao gênero feminino, e foram promovidos pelos homens que detêm o poder de produção das revistas e mídias em geral. Os discursos presentes nas capas e no prefácio das revistas analisadas apresentam a imagem social da mulher associada aos discursos conservadores.
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