Formação e projeto de vida de estudantes do ensino médio integrado à educação profissional
DOI:
https://doi.org/10.71098/revfor.upe.e002Palavras-chave:
ensino médio, educação profissional integrada, juventude, projeto de vidaResumo
O presente artigo tem o objetivo de analisar os projetos de vida dos alunos do ensino médio integrado à educação profissional a partir de dados de uma pesquisa feita com alunos do Instituto Federal do Piauí, Campus de São Raimundo Nonato, obtidos por meio da aplicação de um questionário com questões abertas e fechadas. O referencial teórico de análise é a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt com as obras como Adorno (1995, 2008) e autores brasileiros contemporâneos que realizam estudos com base no referencial frankfurtiano como Roggero (2010), Cohn (2008), Alves Júnior (2012) e Ramos-de-Oliveira (1994). As análises indicam que a maioria dos estudantes do ensino médio integrado à educação profissional têm projetos centrados no trabalho, estabilidade financeira e consumo, mas alguns deles apresentaram projetos de caráter altruísta (ou ético-morais), expressando uma contradição inerente à vida na sociedade capitalista contemporânea.
Referências
ADORNO, T. W. Introdução à Sociologia. Tradução de Wolfgang Leo Maar. São Paulo: Editora Unesp, 2008.
ADORNO, T. W. Educação e Emancipação. Tradução de Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
ALVES JÚNIOR, D. G. Em que sentido podemos pretender uma “vida boa”? Reflexões a partir de Minima Moralia. Princípios - Revista de Filosofia, Natal, v. 19, n. 32, p. 369-392, 2012. Disponível em: <https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/7577/5640>. Acesso em: 23 dez. 2021.
ANJOS, H. V. M. A opção pelo ensino médio integrado: o caso dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Norte de Minas Gerais, Campus Salinas. 142 f. 2013. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade de Brasília.. Brasília, 2013.
ARAÚJO, U. F.; ARANTES, V.; PINHEIRO, V. Projetos de vida: fundamentos psicológicos, éticos e práticas educacionais. São Paulo: Summus, 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
BRASIL. Lei nº 13.415, DE 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Decreto-Lei nº 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei nº 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm>. Acesso em: 28 mai. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí. Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Nível Médio em Administração na forma integrada. Teresina: Mimeo, 2015, 50 f.
COHN, G. Alguns problemas de leitura e tradução de Minima Moralia. In: COHN, G. (Org.). Minima Moralia: reflexões a partir da vida lesada - Theodor W. Adorno. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008. p. 247-256.
DAMON, W. O que o jovem quer da vida? - como pais e professores podem orientar e motivar os adolescentes. Tradução de Jacqueline Valpassos. São Paulo: Summus, 2009.
DAYRELL, J.; CARRANO, P. Juventude e ensino médio: quem é este aluno que chega à escola. In: DAYRELL, J.; CARRANO, P.; MAIA, C. L. (Orgs.). Juventude e Ensino Médio: sujeitos e currículos em diálogo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. p. 101-133.
FEITAL, M. L. Trabalho ou ensino superior? A educação profissional técnica integrada de nível médio no IF Sudeste MG-JF e as escolhas do concluinte. 107 f. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro, 2011.
FERNÁNDEZ ENGUITA, M. A face oculta da escola: educação e trabalho no capitalismo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
KLEIN, A. M. e ARANTES, V. A. Projetos de Vida de Jovens Estudantes do Ensino Médio e a Escola. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 41, n. 1, p. 135-154, jan./mar. 2016. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/56117/36234>. Acesso em: 21 jul. 2016.
MACHADO, N. J. Educação: projetos e valores. São Paulo: Escrituras Editora, 2000.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 9. ed. 3ª Reimpr. São Paulo: Atlas, 2023.
MARCUSE, H. A Ideologia da Sociedade Industrial – O Homem Unidimensional. Tradução de Giasone Rebuá. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1973.
PAGNO, D. D. Ensino médio integrado à educação profissional: percepções e expectativas dos estudantes. 165 f. 2014. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade do Oeste de Santa Catarina, Joaçaba, 2014.
RAMOS-DE-OLIVEIRA, N. A Escola, Esse Mundo Estranho. In: PUCCI, B. (Org.). Teoria Crítica e Educação: a questão da formação cultural na Escola de Frankfurt. Petrópolis, : Vozes; São Carlos, : EDUFSCAR, 1994. p.121-138.
ROGGERO, R. A vida simulada no capitalismo: formação e trabalho na arquitetura. São Paulo: Letra e Voz, 2010.
WELLER, W. Jovens no ensino médio: projetos de vida e perspectivas de futuro. In: DAYRELL, J.; CARRANO, P.; MAIA, C. L. (Orgs.). Juventude e Ensino Médio: sujeitos e currículos em diálogo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. p. 135-153.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Geuid Cavalcante da Silva Filho, Rosemary Roggero, Maria Milena Regina Eulálio Cavalcante

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença. De acordo com os termos seguintes:
Atribuição
— Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso. Sem restrições adicionais
— Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
