Decolonizando o Ensino de Literatura na Escola:

adoção de práticas de letramento racial crítico a partir de contos de autoras negras brasileiras

Autores

  • Maria Alice dos Santos Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (SEE)

DOI:

https://doi.org/10.71098/revfor.upe.e003

Palavras-chave:

Letramento Literário, Literatura Feminina Negra Brasileira, Decolonialidade, Letramento Racial Crítico, Jogo literário

Resumo

A educação problematizadora, na compreensão freiriana, é revolucionária, e por acreditarmos nisso, este trabalho apresenta uma proposta decolonial, ou seja, uma opção epistemológica que procura reconhecer, respeitar e valorizar os diversos conhecimentos, povos e culturas e suas respectivas literaturas, contra as ideias essencialistas e padrões universais, pilares do neoliberalismo. Sendo a literatura um instrumento de construção do imaginário social, a leitura de autoras negras brasileiras pelos/as educandos/as na escola contribui para humanizar corpos, construir subjetividades concretas e promove desenvolvimento sociocognitivo. Esta dissertação do Profletras tem por objetivo refletir sobre a decolonização do ensino de literatura na escola, adotando práticas de letramento racial crítico através das narrativas de autoras negras brasileiras. Para tanto, adotamos como abordagem metodológica a pesquisa-ação, de natureza qualitativa, em uma turma de 9º ano de uma escola localizada no litoral norte de Alagoas. Como procedimentos metodológicos, aplicamos questionários de sondagem inicial e final, desenvolvemos atividades de estímulo à prática de leitura literária, como rodas de leitura, com destaque ao jogo “Descolonize-se!”, foram feitos registros das experiências de leitura dos sujeitos participantes, diário reflexivo da pesquisadora e registros fotográficos das atividades em sala de aula. A prática pedagógica interventiva foi baseada em uma sequência básica de leitura literária nos moldes de Cosson (2014), utilizando o método do letramento racial crítico, de Aparecida Ferreira (2015), baseado na teoria racial crítica, de Ladson-Billings e Tate (1998), tendo também como embasamento teórico Santos (2022), Freire (2005), Gomes (2017) entre outros/as autores/as decoloniais. Essa experiência de pesquisa com educandos/as do 9º ano resultou na reflexão acerca da necessária inserção de textos literários de autoras/es negras/os no “chão da escola”, na perspectiva da desconstrução de estereótipos construídos pelo cânones ocidentais e/ou clássicos brasileiros, a fim de construir imaginários de resistência, visto que a leitura literária negra feminina ainda é pouco difundida nas escolas, mas se mostra como um potente instrumento para desconstruir saberes essencialistas que alimentam o racismo e suas várias dimensões. Tal estudo pelos/as educandos/as combaterá a deslegitimação da arte, da cultura e da literatura afro-brasileira.

Biografia do Autor

Maria Alice dos Santos, Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (SEE)

Mestre em  Letras pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professora na Escola de  Referência em Ensino Médio São Francisco de Assis e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (SEE). E-mail: alicinha-santos@hotmail.com

Referências

SANTOS, Maria Alice. Decolonizando o Ensino de Literatura na Escola: adoções de práticas do letramento racial crítico através de autoras negras brasileiras. 137 f. 2024. Dissertação – (Mestrado Profissional em Letras), Universidade Federal de Alagoas, Campus Maceió, Alagoas. 2020. Orientado por: Prof.ª Dr.ª Lígia dos Santos Ferreira.

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Publicado

20-11-2024

Como Citar

Santos, M. A. dos. (2024). Decolonizando o Ensino de Literatura na Escola:: adoção de práticas de letramento racial crítico a partir de contos de autoras negras brasileiras . Revista Formação, 1(1), e003. https://doi.org/10.71098/revfor.upe.e003

Edição

Seção

Resumo de Teses e Dissertações