A ESCOLA COMO TER.RITO.RIO
DOI:
https://doi.org/10.70678/riedsa.v2i1.1569Palavras-chave:
Território, Processo Identitário, Escola, Educação, Comunidade QuilombolaResumo
O artigo analisa a Escola Municipal Maria Monteiro Bacelar como patrimônio sociocultural da comunidade quilombola do Rodeadouro localizada em Juazeiro - BA e através do materialismo histórico dialético revela os sentidos da Escola para o território em seu processo identitário. Como recurso metodológico separa-se as sílabas do termo território para revelar a complexidade conceitual da palavra, revelando três elementos fundamentais para o processo identitário: o Ter, o Rito e o Rio e a partir da abordagem de cada um desses elementos, apresenta-se a concepção do território para a comunidade. O texto apresenta uma síntese dialética, entre a tese originária que afirma que a escola não é sinônimo de educação e a antítese para a comunidade revelando-a como seu patrimônio histórico.
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