Acessibilidade e autorregulação na educação inclusiva
relato sobre a caixa multifuncional
DOI:
https://doi.org/10.70678/sala8.v1i12.2172Palavras-chave:
Inclusão Escolar., Caixa Multifuncional., Trabalho Colaborativo.Resumo
Este relato de experiência analisa a implementação da caixa multifuncional na Escola Municipal Maria das Neves da Silva, em Gravatá-PE, como estratégia pedagógica e de autorregulação para 25 estudantes neurodivergentes (TEA, Síndrome de Down, TDAH, dislexia e deficiência intelectual). Diante de barreiras como ociosidade e desorganização sensorial, o dispositivo foi concebido de forma colaborativa entre professores regentes, Atendimento Educacional Especializado (AEE), profissionais de apoio e gestão, articulando-se diretamente ao Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE). O projeto estruturou-se em cinco etapas cíclicas: mobilização/arrecadação de materiais com a comunidade escolar, triagem/organização personalizada em caixas transparentes de 20 litros, apresentação, aplicação prática mediada e avaliação/reposição bimestral. Fundamentada na Lei Brasileira de Inclusão e no Decreto Nº 12.686 de Outubro de 2025, a prática demonstrou que a diferenciação tática e o ecossistema colaborativo garantem a permanência produtiva, o manejo comportamental e a viabilidade relacional dos alunos no ensino regular. Os resultados validam o recurso como uma ferramenta viva de baixo custo e alto impacto, capaz de transformar a rotina escolar e consolidar a equidade por meio de uma arquitetura pedagógica inclusiva e corresponsável.
Palavras-chave: Inclusão Escolar. Caixa Multifuncional. Trabalho Colaborativo.