Os saberes culturais como ferramenta para a libertação de um povo no pensamento de Eduardo Mondlane
análise crítica da aplicabilidade do subsistema de educação de adultos em Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i1.668Palavras-chave:
Educação de Adultos; Saberes Culturais, Libertação do PovoResumo
Na presente reflexão com o tema acima exposto, pretendemos
compreender de que forma a cultura pode ser uma ferramenta
para a libertação de um povo, para tal, teremos como suporte desta
análise o pensamento de Eduardo Mondlane sobre os saberes
culturais e educação de um povo, a qual vai ajudar-nos a perceber
de que forma essas duas premissas podem influenciar para a
proporção da liberdade de um povo. Portanto, esta reflexão, pode
nos ajudar a identificar a fragilidade de um subsistema de
educação que não respeita a cultura de um povo, identificar
aspectos da falta de educação de um povo para o desenvolvimento
do país e analisar criticamente a aplicabilidade do subsistema de
educação de adultos Moçambicano como uma forma de
erradicação da pobreza. O estudo é de cunho bibliográfico no qual
consultamos obras dos diferentes especialistas de educação como
é o caso de ARENDET (1957) e CHEMANE (2014), obras de
sociólogos como DURKHEIM (1965). Foi possível perceber ao
longo do trabalho que há várias lacunas no funcionamento deste
subsistema, por sinal importante, entendemos que é de grande
relevância que se elaborar políticas aplicáveis e que se adeqúem às
necessidades das populações e possam responder às necessidades
dos alfabetizandos devem garantir o funcionamento deste
subsistema (educadores de adultos que não tem uma cifra ou
salário. Embora Mondlane considerava que todos os cidadãos
eram engajados na luta conta analfabetismo, daí que todos eram
chamados para esta causa. Os adultos que não sabiam ler
aprendiam dos que sabiam um pouco, os que sabiam um pouco
ensinavam os que não sabiam ler e vice-versa. Para dizer que os
dias de hoje pouco se verifica esse engajamento, se calhar por
estarmos na era neoliberal e capitalista onde poucas coisas
funcionam sem o financiamento.